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JESUS ESTEVE TRÊS DIAS E TRÊS NOITES NA SEPULTURA?

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JESUS ESTEVE TRÊS DIAS E TRÊS NOITES NA SEPULTURA?

Mensagem  Equipe Apologética em Ter Dez 27, 2011 8:32 am

JESUS ESTEVE TRÊS DIAS E TRÊS NOITES NA SEPULTURA?

“Pois como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no seio da terra” (Mt 12.40).

O texto acima apresenta-nos uma das maiores dificuldades bíblicas a ser solucionada. Pergunta-se: Como Jesus poderia ter estado três dias e três noites na sepultura, se Ele morreu na sexta-feira as três horas da tarde, faltando apenas três horas para começar o sábado, e ressuscitou no domingo de madrugada perto das seis horas? (Lc 24.1; Jo 20.1).

Três dias e três noites são exatamente 72 horas. Mas se calcularmos as horas que Jesus esteve na sepultura obteremos no máximo 39 horas. Vejamos:

O dia civil dos judeus começava as 6 horas da tarde e acabava as 6 horas da tarde do dia seguinte. Jesus como mencionamos acima, morreu na sexta-feira as 3 horas da tarde. Supondo que ele tenha sido sepultado logo após sua morte, chegaremos a seguinte conclusão: Jesus esteve na sepultura durante as últimas três horas da sexta-feira, aproximadamente, as 24 horas do sábado e cerca de 12 horas do domingo.

Temos assim, aproximadamente 39 horas. Em números mais exatos, 36 horas.

Como solucionar essa grande dificuldade?

Alguns procuram solucionar dando um “jeitinho”, dizendo que Jesus foi sepultado na quarta-feira e não na sexta-feira, como é tradicionalmente aceito.

Mas, na verdade Jesus foi crucificado e sepultado na sexta-feira, como acredita a maioria dos eruditos bíblicos. Lucas claramente pôs um ponto final nessa questão, mencionando o espaço de tempo entre a crucificação e a ressurreição como narra em seu evangelho, vejamos:

O sepultamento teve lugar na sexta-feira de tarde, logo antes do principio do sábado: “E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol, e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. E era o dia da preparação, e amanhecia o sábado.” (Lc 23.53-54).

As mulheres descansaram durante o sábado: “E, voltando elas, prepararam especiarias e unguentos; e no sábado repousaram, conforme o mandamento” (Lc 23.56).

E foram ao sepulcro de manhã cedo, no primeiro dia da semana: “E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus” (Lc 24.1-3).

Essa cronologia demonstra claramente o tempo entre os dois acontecimentos, o sepultamento e a ressurreição. Jesus permaneceu no sepulcro desde a tarde de sexta-feira até a madrugada de domingo.

No tocante a afirmação de Jesus sobre sua estada no sepulcro por três dias e três noites, devemos observar que, os judeus e outros povos orientais falam geralmente de qualquer parte do dia ou de outros períodos de tempo, como se tratasse de unidades inteiras. Por isso Jesus disse: “Depois de três dias ressuscitarei” (Mt 27.63). Embora ele tivesse estado no sepulcro apenas desde o por do sol de sexta-feira até a madrugada de domingo, Jesus deu a entender, citando Jonas, que estaria no sepulcro três dias e três noites, isto é, três partes de três dias civis, visto que como dia e noite tinham a significação de um dia de vinte e quatro horas (Mt 12.40; ISm 30.12-13).

A Revista Defesa da Fé cita um artigo extraído do livro “As Evidencias da Ressurreição de Cristo”, dizendo que o Talmude Babilônico relata que “uma parte de um dia é contado como o total dele”.

O Talmude de Jerusalém, assim chamado porque foi escrito em Jerusalém, diz: “Temos um ensino – Um dia e uma noite são um Onah e a parte de um Onah é como o total dele. Um “Onah” é simplesmente “um período de tempo”.

Jerônimo, citado por Champlin em seu comentário do Novo Testamento, ilustra essa ideia dizendo: “Tenho abordado mais completamente o trecho, sobre o profeta Jonas, em meu comentário. Direi agora somente que isto deve ser explicado como modo de falar chamado de sinédoque, quando uma porção representa a totalidade. Não significa que nosso Senhor esteve três dias e três noites inteiras no sepulcro, mas sim parte de sexta-feira, parte do domingo e todo o dia do sábado, o que é representado como três dias”.

Os judeus antigos, no seu modo pouco preciso de exprimir, usavam a expressão “um dia”, tanto para designar um dia completo como uma parte ou fração do dia.

Outra explicação bastante plausível baseia-se no seguinte argumento: “Na linguagem popular “três dias, e três noites” significa, figuradamente, não mais do que três dias, o que na linguagem antiga, podia ser calculado incluindo-se o primeiro dia aquele em que algo acontecia. Nesse caso, o dia da crucificação teria sido o primeiro dia, e o dia da ressurreição o terceiro dia. O segundo dia teria sido o sábado, ficando assim completado os três dias. O próprio senhor Jesus declarou isso por diversas vezes que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 16.21; 17.23; 20.19; Mc 9.31; 10.34; Lc 9.22; 8.33; 24.7, 21, 46), e a expressão foi repetida por Paulo, que disse que Jesus ressuscitara ao terceiro dia (ICo 15.4).

Elias Soares de Moraes

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